25.9.11

Algo para alguém que nunca saberá que é para si


Olá alguém,
Sim, daqui fala o ser, daqui fala quem quer te contar uma história, não todos os pormenores, nem penses, pois a história estará para sempre dentro do coração daquela menina, só não sei se dentro do coração do menino ficará. Vou te contar a nossa história.
Uma história da qual todos os dias me recordo, e até hoje todos os dias pensei seriamente se te deveria contar ou não, sei que pessoalmente nunca terei a coragem de o fazer e também a distância enorme que se trava entre nós nunca o permitirá. E sinceramente, acho que nem eu nem tu o merecíamos nesta altura da nossa vida, em que tu nunca me amaste e em que eu já segui em frente.
Estou a começar a escrever e nem sei o que te vou redigir, sei que vai ser o que sentir de momento, mas não sei o que irei escrever, só sei que o estou a fazer por um motivo apenas, porque me lembrei de ti.
Bem vou te contar a história, importaste que o faça? Eu sei que não, já que nunca saberás que isto é para ti, de certeza que não te importas que conte historias a meio da escrita, é te totalmente relevante.
“Era uma vez uma menina que desde sempre cresceu não pensando nas dores alheias, já tivera sofrido muito e muitas vezes antes, de varias formas, por isso aprendera muito, isso fazia com que todos os erros que cometia emitissem uma enorme dor e pressão no seu pequeno coração. E se a magoavam, ela muito mal ficava, mas nunca se mostrava assim, o seu sorriso era sempre superior a tal coisa. Até que um dia, o seu pequeno coração aproximou-se muito de um outro, não sabendo ela a dor que iria sentir, desde que se conheceram, nós primeiros tempos apenas sonhavam com um abraço, um mero abraço, é verdade.
Mas tudo muda, tudo cresce, e só o que é verdadeiro dos dois lados se aguenta de pé, e tal como tudo, isto cresceu. O sentimento foi mudando, todos os dias precisava de ter uma palavra do alguém, e por incrível que pareça, poderia não ter nada para fazer durante esses dias todos, mas estava sempre a dar gargalhadas, só de ouvir ou ler tudo o que esse alguém lhe dizia. Houve dias que até sonhavam juntos, dias em que uma pequena palavra significava algo sem medida, houve dias que imaginaram o dia que poderiam estar juntos, houve dias que fizeram de um dia de praia, o por do sol. 
 Ela desde sempre fora uma menina muito reservada, nunca mostrara que precisava dele, muita coisa aconteceu, ela na altura sabia que sentia mais do que queria mas não o dizia por inteiro, apenas gostava de sentir que ele também.  
O tempo foi passando, as coisas foram vividas sempre com intensidade, apesar da distância que se travava entre eles, até que um dia, ela percebera que ele se estava a afastar.  A cada dia que passava ele estava a afastar-se mais, então ela decidirá começar a mostrar-lhe tudo o que sentia, aos poucos, primeiro dizendo que a amizade dela por ele era superior a qualquer outra e depois mais tarde, depois de ele nunca lhe ter falado nesse tempo todo, depois de ele só ter falado com muita pressão, ou então deixar de falar e quando falava, falava tudo, decidira admitir, admitir que sempre o amará, talvez desde o primeiro dia.
Durante uns dias ele disse o mesmo, que a amava, ele voltara a fazer com que ela ficasse mais feliz do que nunca, mas, depois tudo começou, e certamente pior ainda.
Ela fizera textos e textos, dizia-lhe tudo, varias vezes, insistia com ele, e ele apenas dizia quando lhe perguntava “ainda gostas de mim?” “não sei” . E raras eram as vezes que o fazia, a maioria das vezes não falava, até que chegou a uma altura, que dizia o não e que começou a trata-la muito mal, mal mesmo, é verdade. Afastara-se por completo.
(um tempo depois, depois de muito acontecer)
Bem, hoje, ela perdoou, depois de várias vezes ela ainda imaginar que tudo voltava, ela seguiu em frente, é sua amiga e perdoou, mas seguiu em frente.  Hoje, apenas o quer ver como amigo, apenas o quer ver feliz. Mas de uma coisa ela tem a certeza, depois de muito sofrer pode ter deixado o sentimento de ama-lo para trás, mas sempre sentirá saudades daquele tempo, sempre. “
Mesmo depois de ter escrito está historia, ainda não sei bem porque o fiz, só sei que de ti me lembrei, não o “ti” de agora, mas o “ti” de antes. 
Desejo-te as maiores felicidades, acredita em mim, pois mesmo assim agradeço-te por me teres feito feliz por um tempo, pelo menos uma felicidade verdadeira. 

Até sempre alguém,
Ser.

B.L.L.M